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  • Foto do escritorGilsom Castro Maia

Freud escreveu sobre três tipos de ansiedade: a ansiedade neurótica, ansiedade moral e ansiedade realista.




Sigmund Freud, o fundador da psicanálise, descreveu três tipos de ansiedade em sua obra. Aqui está uma explicação detalhada de cada uma:

  1. Ansiedade neurótica: Também conhecida como ansiedade de angústia, é uma forma de ansiedade que surge de conflitos internos não resolvidos, especialmente relacionados a impulsos e desejos inconscientes que entram em conflito com os padrões sociais e as normas pessoais. Por exemplo, alguém pode sentir ansiedade neurótica ao enfrentar um desejo proibido, como raiva reprimida ou desejo sexual não expresso. Essa ansiedade pode levar a sintomas como tensão, irritabilidade, medo irracional e até mesmo ataques de pânico.

  2. Ansiedade moral: Este tipo de ansiedade surge da consciência de fazer algo que é percebido como moralmente errado. É o resultado da tensão entre o que a pessoa deseja fazer e o que ela acredita ser certo ou socialmente aceitável. Por exemplo, uma pessoa pode sentir ansiedade moral antes de tomar uma decisão ética difícil ou ao enfrentar uma escolha que envolva valores pessoais ou morais. A ansiedade moral muitas vezes está ligada ao superego, a parte da mente que internaliza os valores e normas sociais.

  3. Ansiedade realista: Também conhecida como ansiedade objetiva, é uma resposta normal a perigos e ameaças reais no ambiente externo. Ao contrário das outras formas de ansiedade, a ansiedade realista é adaptativa e pode ser uma resposta saudável a situações perigosas. Por exemplo, sentir ansiedade ao atravessar uma rua movimentada ou ao enfrentar uma situação de perigo iminente é considerado uma resposta natural e saudável. Esta forma de ansiedade tem uma função de proteção, ajudando o indivíduo a reconhecer e reagir a situações de perigo.


Freud via a ansiedade como uma parte fundamental da experiência humana, resultante de conflitos internos e externos. Ele acreditava que a ansiedade se originava de fontes inconscientes, muitas vezes relacionadas a desejos e impulsos reprimidos. Freud argumentava que a mente humana é composta por três partes: o id, o ego e o superego. A ansiedade surge quando há conflito entre essas partes da mente.

  • Id: Representa os instintos e impulsos primitivos, buscando gratificação imediata das necessidades biológicas e instintos básicos, como fome, sede e desejo sexual.

  • Ego: Age como mediador entre as demandas do id, do superego e a realidade externa. Ele tenta encontrar maneiras de satisfazer os impulsos do id de forma realista e socialmente aceitável.

  • Superego: Internaliza os valores e normas da sociedade, representando a consciência e o senso de moralidade. Ele pode gerar sentimentos de culpa e ansiedade quando percebe que o ego está se desviando dos padrões morais internalizados.

Quando o ego não consegue reconciliar as demandas conflitantes do id e do superego, surge a ansiedade. Freud descreveu diferentes mecanismos de defesa que o ego utiliza para lidar com a ansiedade, como a repressão, a projeção e a negação. Ele argumentou que a análise psicanalítica poderia ajudar a trazer à tona os conteúdos reprimidos do inconsciente, permitindo que o paciente compreendesse e resolvesse os conflitos subjacentes que contribuem para a ansiedade.


Recentemente, várias estratégias têm sido adotadas para reduzir a ansiedade, muitas delas baseadas em técnicas de mindfulness, Psicanálise, Terapia cognitivo-comportamental (TCC), e outras abordagens. Aqui estão algumas:

  1. Mindfulness e meditação: Práticas que envolvem trazer atenção plena ao momento presente, ajudando a reduzir a ruminação mental e a preocupação com o futuro. A meditação mindfulness tem sido associada à redução do estresse e da ansiedade.

  2. Respiração consciente: Exercícios de respiração profunda e consciente podem ajudar a acalmar o sistema nervoso e reduzir os sintomas de ansiedade. Técnicas como a respiração abdominal e a respiração 4-7-8 são populares nesse sentido.

  3. Exercício físico regular: A atividade física regular tem sido associada a uma redução nos níveis de ansiedade, pois ajuda a liberar endorfinas, neurotransmissores que promovem o bem-estar emocional.

  4. Terapia cognitivo-comportamental (TCC): Uma abordagem terapêutica que se concentra na identificação e na modificação de padrões de pensamento e comportamento disfuncionais associados à ansiedade. A TCC ensina habilidades para enfrentar situações desafiadoras e substituir pensamentos negativos por pensamentos mais realistas e positivos.

  5. Técnicas de relaxamento: Práticas como yoga, tai chi, e relaxamento muscular progressivo podem ajudar a reduzir a tensão muscular e promover uma sensação de calma e bem-estar.

  6. Alimentação saudável: Uma dieta equilibrada, rica em frutas, vegetais, grãos integrais e proteínas magras, pode apoiar a saúde mental e reduzir os sintomas de ansiedade. Evitar o consumo excessivo de cafeína, álcool e alimentos processados também pode ser benéfico.

  7. Estabelecimento de limites e gestão do tempo: Aprender a dizer não, definir prioridades e gerenciar o tempo de forma eficaz pode ajudar a reduzir o estresse e a ansiedade decorrentes de uma carga excessiva de responsabilidades.

Dos três tipos de ansiedade mencionados anteriormente, a ansiedade neurótica e a ansiedade realista podem ser condições em que o uso de ansiolíticos ou antidepressivos é considerado apropriado, dependendo da gravidade dos sintomas e da avaliação médica individual. Aqui está uma breve explicação:

  1. Ansiedade neurótica: Também conhecida como ansiedade de angústia, pode ser caracterizada por sintomas como tensão, irritabilidade, preocupação excessiva e ataques de pânico. Em casos graves, quando esses sintomas interferem significativamente na vida diária e no bem-estar do indivíduo, um médico pode prescrever ansiolíticos, como benzodiazepínicos, ou antidepressivos, como os inibidores seletivos de recaptação de serotonina (ISRSs) ou inibidores da recaptação de serotonina-norepinefrina (IRSNs).

  2. Ansiedade realista: Também conhecida como ansiedade objetiva, é uma resposta normal a perigos e ameaças reais no ambiente externo. Em situações em que a ansiedade realista se torna crônica, desproporcional ou incapacitante, e interfere significativamente na vida diária do indivíduo, um médico pode considerar o uso temporário de ansiolíticos ou antidepressivos para ajudar a aliviar os sintomas enquanto outras formas de intervenção, como terapia cognitivo-comportamental (TCC) ou técnicas de relaxamento, são implementadas.


Essas são apenas algumas das estratégias adotadas atualmente para reduzir a ansiedade. É importante lembrar que cada pessoa é única, e o que funciona para uma pessoa pode não funcionar para outra. Experimentar diferentes técnicas e abordagens pode ser útil para encontrar o que melhor se adapta às necessidades individuais. Em casos de ansiedade severa ou persistente, é recomendável buscar ajuda profissional de um terapeuta ou psiquiatra. O uso de medicamentos deve ser sempre supervisionado por um profissional de saúde qualificado, que fará uma avaliação completa da situação clínica do paciente e recomendará o tratamento mais apropriado com base nas necessidades individuais. Além disso, o tratamento farmacológico geralmente é combinado com terapia psicológica ou outras abordagens não medicamentosas para maximizar os resultados a longo prazo e promover a recuperação sustentada.

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