Samsara: a roda da vida budista


Também conhecida como Roda da Vida do Budismo, Samsara representa um ciclo interminável de nascimento, morte e renascimento, que são baseados no conceito de ação e reação ou lei do karma.

Os desejos e ilusões mantém os seres aprisionados na roda da vida, os impedindo de encontrar o caminho da iluminação.


Significado de Samsara

Este termo em sânscrito significa “vagando”, “fluindo”, “passando”, indica a passagem pela vida e como cada ato pode afetar a próxima vivência e o caminho para o nirvana ou iluminação.

Devido a isso, a samsara apresenta relação com o Símbolo do Karma, o qual põe ênfase no fato de que o indivíduo colhe o que planta, os desejos e ilusões levam a ações que mantém os seres humanos na eterna roda da vida.

O objetivo, no budismo, é seguir os ensinamentos de Buda, tomar consciência dos próprios atos e de quem você é, assumindo uma postura benéfica na vida atual, para que a existência posterior não seja tão ruim e para que um dia o samsara seja quebrado.

Representação da Samsara

A roda da vida budista é composta por diversos símbolos, além de demonstrar os chamados seis reinos da existência, que são lugares alegóricos, onde os seres renascem.

  1. Começando de dentro para fora, o centro da roda é composto por três animais: o galo, que simboliza ignorância, a cobra que representa o ódio e o porco que é a ambição. O outro círculo maior apresenta uma divisão entre um fundo branco e preto, os quais representam a ascensão ou a queda dos seres, de acordo com as suas ações na vida.

2. O anel médio demonstra os seis reinos ou seis caminhos. Os três superiores que são compostos pelos deuses, semideuses e humanos. Já os três inferiores apresentam os animais, fantasmas e demônios.

3. O anel exterior, que é o maior, simboliza os doze elos da cadeia da dependência, os quais se apresentam como um ciclo interminável de uma vida não iluminada. A quebra do samsara, resulta na quebra desses elos.

Elos: Ignorância, Atos de Vontade (impulsividade), Consciência Condicionada, Nome e Forma (a ilusão de uma existência independente), Seis Sentidos, Contato, Sentimento, Desejo, Obtenção, Existência, Nascimento e Velhice e Morte.

Pintura tibetana da roda da existência e dos seis reinos de Samsara by Stephen Shephard

A figura que segura a samsara se chama Yama, o deus da morte e do submundo, que é responsável por julgar o destino final das almas, baseado nas ações que foram tomadas em vida.

Nessa representação, Buda está presente em praticamente todos os quadros, aparece como Os Cinco Budas da Meditação. Eles representam o caminho para a iluminação e a quebra do ciclo interminável.

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