ENTENDENDO O MUNDO VUCA E O MUNDO BANI - Como lidar com a mudança para um mundo BANI


2020 ficará registrado como um grande divisor de águas para a humanidade. Como a vida a partir da pandemia será contada nas salas de aula do futuro, como a nossa relação com a natureza e a sociedade refletirá na história? Não sabemos nem mesmo se no futuro vamos ter salas de aula, ou se o futuro já é o hoje.

Estamos passando por um período de várias mudanças, e uma necessidade crescente e contínua de adaptação rápida a essas mudanças. A internet através das redes sociais e todos os seus ferramentais foi o caminho encontrado para todos os âmbitos, nas relações sociais, educacionais, empresariais e esportivas, das nossas vidas.


De acordo com o futurista Jamais Cascio, estamos saindo de um mundo VUCA – volátil, incerto, complexo e ambíguo, para um mundo BANI, ou em português FANI – Frágil, Ansioso, Não-linear e Incompreensível.


Uma nova realidade surge ao nosso redor, e que nos obriga a encarar que ainda existem muitas coisas que não compreendemos, a única opção é a adaptação a essas novas demandas que surgem a cada dia, e a resiliência de incorporar diversas soluções com criatividade para os vários desafios que surgem a cada novo dia.

Precisamos ressignificar entendimento que temos sobre o mundo em que vivemos.

Você já ouviu falar do mundo VUCA (Volatility, Uncertainty, Complexity e Ambiguity) (volatilidade, incerteza, complexidade e ambiguidade). E o munda BANI (Brittleness, Anxiety, Nonlinearity and Incomprehensibility) ou “FANI” (Frágil, Ansioso, Não linear e Incompreensível)?


A pandemia veio para mudar o nosso olhar para o mundo corporativo, esportivo e educacional, pois diante de um mundo cada vez mais conectado, a noção de VUCA não é mais suficiente. Assim, surge o BANI, um acrônimo que expressa este momento de transformações e acelerações.


Vou tentar explicar o que é o mundo BANI (FANI), compreendendo as novas implicações que impulsionarão nossas relações sociais daqui em diante e se preparando para uma nova forma de interação social.

O consultor, palestrante e pesquisador alemão Stephan Grabmeier destaca quatro pontos da mudança do mundo VUCA para o BANI:

– O que costumava ser volátil deixou de ser confiável;

– As pessoas não se sentem mais inseguras, estão ansiosas;

– As coisas não são mais complexas, em vez disso, obedecem a sistemas lógicos não lineares;

– O que costumava ser ambíguo, pra nós parece incompreensível hoje em dia.


Para Jamais Cascio, “BANI é uma forma de enquadrar melhor e responder ao estado atual do mundo. Muitos dos conflitos agora em curso não são familiares, são surpreendentes e desorientadores. Eles se manifestam de maneira que não apenas aumentam o estresse que vivenciamos, mas multiplicam esse estresse”.


O QUE É O MUNDO VUCA

O conceito foi criado pelo Army War College, dos Estados Unidos em meados dos anos 90, o mundo VUCA surgiu, a fim de explicar uma nova dinâmica nas relações sociais no mundo. O contexto era de instabilidade, insegurança mundial, transformações rápidas e a forte presença tecnológica, surge em um cenário pós-guerra Fria.


O acrônimo VUCA significa Volatility, Uncertainty, Complexity e Ambiguity, ou, em português: volatilidade, incerteza, complexidade e ambiguidade. O conceito passou a ser usado especialmente para descrever o panorama pós-guerra fria.


· Volatilidade (V – volatile): relacionada à imprevisibilidade e extensão da mudança, operar em um ambiente volátil significa enfrentar desafios frequentes que atrapalharão o andamento de atividades diárias. Por conta disso, muitas vezes é difícil diferenciar entre urgência e importância.

No mundo VUCA, a volatilidade fez com que a gente se tornasse mais frágil. Nosso cérebro não acompanha a quantidade de mudanças. A grande maioria das pessoas vive uma hipnose operacional. Em outras palavras, estamos no automático.


· Incerteza (U – uncertainty): resultado de ambientes voláteis, está relacionada à incapacidade de prever e medir certos eventos externos. Em outras palavras, ninguém pode antecipar e prever com exatidão o que o amanhã trará.


· Complexidade (C – complexity): caracteriza-se por um ambiente no qual há informações que estão disponíveis ou podem ser previstas, mas seu volume ou natureza podem torná-las difíceis de serem processadas.


· Ambiguidade (A – ambiguity): leva à emissão de diferentes mensagens, aos mal-entendidos, à confusão entre causa e efeito, aos conflitos de interesses (voluntários ou não) ou à impossibilidade de entender completamente uma situação.

A tecnologia funcionava como uma força vital para construir novos modelos sociais e ampliava oportunidades de sucesso para todos no mundo (empresas, educação e atletas) de uma forma nunca vista antes.


No entanto o conceito de mundo VUCA começava a cair em desuso devido a ampla digitalização que vivenciamos nas últimas décadas.

E com a pandemia, nos colocando em uma nova forma de relações sociais, analisar o mundo pelas lentes VUCA não faz mais tanto sentido.


A pandemia promoveu mais avanços digitais, só que agora mais potencializados, comprometendo o sentido que o mundo VUCA dava ao cenário mundial. Para identificar isso, basta analisar as relações sociais, a educação, o esporte e as empresas e perceber como a forma de se relacionar com o mundo e fazer suas atividades mudaram profundamente.


O QUE É O MUNDO BANI (“FANI”)

Jamais Cascio, professor da Universidade da Califórnia, historiador, pesquisador e membro do Institute for the future, cunhou o acrônimo BANI.

O título de um artigo, “Facing the Age of Chaos”, publicado pelo próprio Jamais Cascio na plataforma Medium. Traduzido para “Enfrentando a era do caos”, é uma boa explicação sobre o que se trata o mundo BANI, acrônimo para Brittleness, Anxiety, Nonlinearity and Incomprehensibility.

O conceito de BANI, marca a passagem de volatilidade para agilidade, da incerteza para ansiedade, da complexidade para a não linearidade e da ambiguidade para a incompreensão.


O acrônimo BANI significa Brittle, Anxious, Nonlinear e Incomprehensible, ou, em português: Frágil, Ansioso, Não linear e Incompreensível.


· Fragilidade (B – Brittleness – quebradiço/frágil): os últimos tempos nos mostraram que o mundo é frágil. De uma hora para outra pode aparecer um vírus, um concorrente pode mudar a lógica do mercado ou uma falha do outro lado do mundo pode afetar o nosso continente. Nesse contexto, empregos, projetos de carreira não são mais garantidos, posições não são sinônimo de segurança e mudanças de carreiras são normais.

Se, no mundo VUCA, a volatilidade é predominante, no mundo BANI isso atingiu um grau tão extremo que basicamente tudo é muito frágil e sem solidez. Em outras palavras, a impermanência é marcante neste momento.

Pessoas sentem medo de perder o emprego, sua saúde, seus projetos de vida do dia para a noite, empresas trabalham com planejamentos menos robustos e longos e a maioria das pessoas parece compreender que tudo pode ruir a qualquer instante.

Conforme Cascio, “Sistemas frágeis não falham graciosamente, eles se estilhaçam. A fragilidade geralmente surge de esforços para maximizar a eficiência, para extrair até a última gota de valor – dinheiro, energia, comida, trabalho – de um sistema”.

“[…] no mundo atual geopolítico, econômico e tecnologicamente interconectado, um colapso catastrófico em um país pode causar um efeito cascata em todo o planeta”, diz Cascio (efeito borboleta).

“[…] nossos sistemas críticos estão essencialmente interligados e não possuem sistemas à prova de falhas. Se um componente falhar, o resultado pode muito bem ser uma série de sistemas falhando e caindo como dominós, um após o outro”, salienta Grabmeier (efeito borboleta).

Do mundo VUCA ao mundo BANI, o que antes era volátil hoje em dia traz fragilidade. Sem dúvidas, nunca nos foi exigido ter tanta resiliência. Hoje em dia, é essencial buscar clareza nos propósitos e nos valores.

De qualquer forma, precisamos aceitar a mudança do mundo VUCA ao mundo BANI. Ou seja, aceitar a fragilidade. Se não, iremos relutar até que outra mudança ocorra.

Em um mundo frágil, saber lidar com frustrações é muito importante. De um dia para o outro, os planos podem precisar de adaptações para um novo contexto. Esse aprendizado é quase tão essencial quanto a programação. Errar não é sinônimo de fracasso, mas sim de desenvolvimento.

Como enfrentar: É preciso aprender a se preparar para qualquer situação. Fragilidade requer resiliência e despreocupação


· Ansiedade (A – Anxiety): a certeza de que os sistemas são frágeis nos deixam ansiosos. Precisamos tomar decisões rapidamente, pois qualquer minuto perdido parece nos deixar mais para trás. Em um contexto BANI a diferença entre sucesso e fracasso pode estar no tempo de resposta às fragilidades que enfrentamos, estamos falando de flexibilidade cognitiva.

Com certeza, a ansiedade, nesses quase dois anos de pandemia foi um ponto de atenção para muitas pessoas. Afinal, as incertezas do mundo VUCA se tornaram cada vez mais avassaladoras, gerando um cenário de medo, insegurança e impotência diante das mudanças.

Assim, a ansiedade pelo que “vai acontecer” se tornou latente e predominante para a maioria das pessoas, fazendo com que muitos se sintam constantemente perdidos.

No mundo BANI, essa ansiedade acarreta medo de tomadas de decisão, barreiras a iniciativas novas e acaba impactando profundamente a busca por novas soluções.


“A desinformação (Fake News) é a cristalização do que provoca ansiedade”, enfatiza Cascio.

Grabmeier destaca que, “No entanto, ao se mover geralmente em um ambiente moldado pela ansiedade, o objetivo é aprender a lidar com essas circunstâncias de maneira produtiva. Depende de nós obter uma visão positiva das coisas – e podemos fazer isso sendo claros em nossas próprias mentes. A partir dessa base, podemos deduzir aspectos positivos, oportunidades e potenciais de melhoria”, não temos controle sobre tudo.


A saúde mental é um dos principais problemas a serem enfrentados, principalmente o aumento da ansiedade e depressão no planeta.

Hoje em dia fala-se muito sobre Inteligência Emocional e a sabedoria de estar no momento presente (mindfulness). Essas são algumas das qualidades mais valorizadas nas pessoas.


Antigamente, era comum confundir agilidade com rapidez. Porém, para ser ágil é preciso ter foco, disciplina e concentração. E, para isso, precisamos de mais reflexão e introspecção. Ou seja, desacelerar para ter u autoconhecimento.

Autoconhecimento pra lidar com a ansiedade.

Como enfrentar: Ansiedade pode ser amenizada por empatia e mindfulness


· Não linearidade (N – Nonlinearity): em um ambiente não linear uma pequena decisão pode ter consequências devastadoras. Um grande esforço pode não trazer grandes resultados. Ao perder a linearidade, os altos e baixos não são proporcionais. Aprendemos que consequências de qualquer causa podem emergir rapidamente, ou podem demorar meses para que os resultados apareçam. Nada mais é certo, e isso inclui o planejamento estratégico, pois fica claro que o mesmo deve ser adaptável às circunstâncias (desenvolvimento de metas).


A complexidade do mundo VUCA se tornou a não linearidade, marcada especialmente pela desconexão entre causa e efeito. A crise do Coronavírus e as mudanças climáticas são dois exemplos deste sistema.


“[…] em um mundo não linear, causa e efeito são aparentemente desconectados ou desproporcionais. Talvez outros sistemas interfiram ou obscureçam, ou talvez haja histerese oculto, enormes atrasos entre a causa visível e o efeito visível” (Cassio).


Grabmeier destaca que: “Pequenas decisões têm impactos desproporcionais que podem ser benéficos e devastadores; Mudanças levam a consequências com grandes atrasos ou só mais tarde se tornam tangíveis; Muito não vai necessariamente ajudar muito, e um grande esforço pode simplesmente fracassar”.


Essa transformação resultou em uma realidade na qual precisamos ter mais cuidado com as nossas tomadas de decisão.

Portanto, é preciso desenvolver uma visão mais sistêmica e ampla das situações e um raciocínio lógico para lidar com um mundo não linear e incompreensível.

Como enfrentar: Não-linearidade precisa de contexto e adaptabilidade


· Incompreensibilidade (I – Incomprehensibility): tentamos achar resposta para tudo e nos baseamos em dados e nas inúmeras informações que temos de todos os lados. Contudo, a sobrecarga resulta na incompreensibilidade. Perguntar “como foi que isso aconteceu?” parece ser natural, mas a resposta não é tão óbvia assim. A toda hora nossos conceitos e ideias mudam. Tudo acontece tão rápido que cada vez mais parece que entendemos menos.


Por fim, a ideia de ambiguidade dá lugar a um momento de profunda incompreensão, que surge principalmente pelo excesso de informações. No mundo BANI, as informações correm com tanta frequência e rapidez, que muitos simplesmente não sabem como agir.

A capacidade de analisar os fatos e compreender o que faz ou não sentido, parece estar em crise neste momento. Pessoas e profissionais estão constantemente sem resposta.

O conceito de munda BANI passou a ser usado especialmente para descrever o panorama pós-pandemia.


Como enfrentar: incompreensibilidade pede por transparência e intuição e senso de comunidade para lidar com um mundo mais plural.


COMO SE PREPARAR PARA O MUNDO BANI?

O conceito BANI nos ajuda a entender e reagir rapidamente as mudanças que, como observamos, serão cada vez mais dinâmicas e instáveis. Em um mundo extremamente incerto, esperar por mais transformações é a única certeza.

O conceito BANI traz uma espécie de lupa para quem busca um norte sobre quais são os próximos passos enquanto profissional ou organização, e o que podemos perceber é que lidar com este cenário será cada vez mais desafiador. Portanto, preparo é fundamental!


Além de flexibilidade cognitiva, gestão do tempo, controle inibitório, tomada de decisão, liderança remota, autonomia, também devemos desenvolver mais resiliência, empatia, atenção plena, inteligência emocional, entre tantas outras competências cognitivas (funções executivas) fundamentais para obter sucesso daqui em diante.

Não existem mais regras fixas. Nesse mundo BANI passamos a ter uma grande incerteza do que está por vir. Percebemos, em níveis pessoal e profissional, que estratégias de longo prazo não fazem mais sentido.

Pessoas e empresas querem garantir a sua sobrevivência, elas testam novos serviços, novos meios de comunicação, nova linguagem. Em um ambiente BANI aprendemos que nada é certo e nada é para sempre, algumas ideias pareceriam ilógicas meses atrás e não estavam em nenhum planejamento, mas agora elas são colocadas em prática e usadas. O que importa é passar por essa tormenta.


Um artigo publicado “BANI versus VUCA: a new acronym to describe the world” (https://stephangrabmeier.de/bani-versus-vuca/) mostra como podemos responder aos desafios atuais olhando para cada letra da BANI:

· Se algo é frágil, precisamos mostrar capacidade e resiliência.

· Se nos sentimos ansiosos, precisamos de empatia e atenção plena.

· Se algo é não linear, exige contexto e adaptabilidade.

· Se algo é incompreensível, exige transparência e intuição.


“A única constante é a mudança” (Heróclito de Efeso – filósofo), se em um mundo VUCA tínhamos ambiguidade e instabilidade, com o BANI temos o caos e a incompreensão de como todo esse mesmo caos surgiu.

Toda essa incompreensibilidade gera ansiedade, pois não temos mais certeza de nada e nada parece estar em nossas mãos. A fragilidade de nossas vidas e negócios torna-se cada vez mais evidente. Precisamos responder e agir rapidamente, mas se tudo é instável, como saber o que fazer? Qual seria sua resposta?

Podemos dar o primeiro passo desenvolvendo as habilidades necessários para passar com sucesso pelo mundo FANI.

Estamos em processo evolutivo é um desafio enorme saber lidar com as transformações que as mudanças geram.

Para ajudar, é preciso uma dose de autoanálise. Faça as seguintes perguntas para si mesmo:

  • Me sinto bem para expor minhas fragilidades?

  • Tenho cuidado da minha ansiedade? De que forma posso evitar esse problema?

  • Aceito que sou um ser vulnerável e que vivo oscilações? Aceito que a vida não é mais linear?

  • Como me sinto ao saber que não tenho controle sobre nada? Qual é a minha reação ao saber que não consigo compreender as coisas?

Dessa forma, podemos passar por esses processos com mais consciência. Como resultado, nos mantemos atualizados e prontos para as novas possibilidades.

Embora a ansiedade faça parte do conjunto de emoções humanas, a aceleração da revolução digital provocou mudanças constantes que agravam sua manifestação de forma significativa, apresentando a necessidade de desenvolver habilidades sócio-emocionais como empatia, comunicação e resolução de problemas desde cedo.

As desigualdades, a intolerância, os problemas socioambientais e econômicos ficaram ainda mais evidentes, de modo que há motivo de sobra para ansiar por um mundo melhor.

A autonomia é fundamental para reforçar a importância do autoconhecimento e da empatia para melhor se preparar para os desafios da sociedade.

Encontrar lógica em um mundo não linear é tarefa difícil, mas não é impossível, acompanhar a movimentação do mundo, exige observação, método científico e uma junção de competências em diversas áreas. Muito além de raciocínios matemáticos, a lógica está conectada com o pensamento crítico, a comunicação e a resolução de problemas.


Não existe uma única solução para uma situação desafiadora. O objetivo principal é ponderar sobre os caminhos e escolher aquele que faz mais sentido para o objetivo que se quer alcançar.

O que nos une como seres humanos é a condição que compartilhamos neste planeta. E assim como muitos outros animais, é a inteligência coletiva que nos permite sobreviver e evoluir.


Procure ajuda de um psicólogo e pensando em te apoiar neste momento de remodelação das relações sociais, empresariais e esportivas do mundo, comece logo um processo psicoterapêutico e ou psicoeducacional.


Referências

https://stephangrabmeier.de/bani-versus-vuca/

https://medium.com/@cascio/facing-the-age-of-chaos-b00687b1f51d

https://labfinprovarfia.com.br/blog/a-mudanca-do-mundo-vuca-ao-mundo-bani/

https://www.gazetadopovo.com.br/vozes/educacao-e-midia/o-mundo-bani-e-a-educacao-hibrida-realidades-que-desafiam-e-impulsionam/

https://fundacaotelefonicavivo.org.br/noticias/qual-e-a-relacao-entre-mundo-bani-e-a-educacao-do-futuro/

https://peers.com.br/do-mundo-vuca-ao-bani/

https://glicfas.com.br/bani-versus-vuca-uma-nova-sigla-para-descrever-o-mundo/

https://www.revistaebs.com.br/artigos/do-mundo-vuca-para-o-mundo-bani/

https://jornaldebrasilia.com.br/blogs-e-colunas/professor-m/mundo-bani-versus-mundo-vuca/

260 visualizações0 comentário

Posts recentes

Ver tudo