O que faltou...


A forma simples de olhar para o que falta, faltou ou o que foi possível, determina seu projeto de vida, ou de como vc encara a sua vida.


Se vc ficar preso (a) somente na percepção do que faltou ou falta em sua vida, você pode apresentar uma tendência a desenvolver depressão, angústia ou solidão.

Pode também levar vc a reproduzir relacionamentos, após relacionamentos a percepção de uma falta.

Pode através do namorado (a) ou companheiro (a) buscar uma completude dessa falta, jogando nele (a) a responsabilidade da paternidade ou maternidade que você não teve, e esse não é o papel deles na relação.

Inicia-se um relacionamento com tanta ganância e sufocamento que o outro foge da sua carência. Ele (a) pode até te amar, mas não vai aguentar tanta demanda vindo de vc.

Sendo assim, vc fica tão invalidado (a) emocionalmente que começa a apelar, se tornando cada vez mais carente que acaba se envolvendo em relacionamentos degradantes e humilhantes, passando a desconsiderar mais ainda suas emoções e se tornando um depósito das emoções dos outros, perdendo a sua própria dignidade.


Veja que o problema não está no outro, está em vc por permitir, não perceber a repetição e a não valorização das suas emoções e sentimentos.

Não responsabilize o outro, seja ele (a) quem for, pelas suas escolhas, ou pelo que o outro não pode ou não quis te dar ou fazer por vc. Assim como vc tem limitações emocionais o outro também teve ou tem.


Se vc ainda não tem maturidade emocional de enfrentar suas emoções e lidar com elas, como pode esperar que o outro as tenha?

E mesmo que vc tenha maturidade, não jogue ou crie as suas expectativas no outro.

Maturidade é um processo contínuo, pois aprendemos a lidar com as nossas emoções durante toda a nossa vida.

Se perdoe, mas aprenda a perdoar as pessoas, principalmente seus pais por não terem tido a maturidade para te criar da forma que você queria ou ainda quer. Lembre-se eles vão te cuidar ou cuidaram de vc da forma que eles podiam ou podem.

Seus pais só podem te dar o que eles tem e não o que vc deseja que eles tenham.


Aprendemos sempre, principalmente na falta.

Não fique com o discurso infantilizado, ainda na idade adulta, culpabilizando ou responsabilizando seus pais (ou o outro) por eles não terem cuidado de vc do jeito que vc queria ou ainda quer.


Já está na hora de vc se responsabilizar pelas suas escolhas e cortar o cordão umbilical da dependência e vitimização.

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